Chrome 19 ganha sincronização de abas
A Google liberou na última terça-feira (15/05) a nova versão de seu navegador. Na comparação com seu antecessor, o Chrome 19 é até 25% mais rápido para abrir programas simples em JavaScript, garante a empresa.
“A atualização do V8 – o “motor” do Chrome – faz com que ele tome decisões quanto à otimização de forma mais ágil e confiável, pois analisa minuciosamente os programas executados”, informou Jakob Kummerow, engenheiro de software da gigante, a partir do blog para desenvolvedores.
“Marcadores são utilizados para aferir a frequência com que aplicações JavaScript são abertas e ajudam a reduzir o tempo gasto com cada interação.”
A principal novidade do browser, porém, é a incorporação de mais uma opção ao recurso de sincronização. Agora os usuários poderão manter as mesmas abas abertas, independentemente do dispositivo que estiverem usando, seja ele um computador ou um smartphone Android. Para isso, basta ativar a ferramenta no menu “configurações” do browser e fazer o login com o Google ID.
A função, no entanto, demorará algumas semanas para chegar a todos os usuários, como destaca Raz Mathias, também engenheiro de software da companhia, em comunicado publicado no blog oficial. A sincronização de favoritos, senhas, histórico e extensões, porém, continua valendo.
A Google ainda corrigiu 20 falhas de segurança com o update – nenhuma delas consideradas graves. Nove das vulnerabilidades foram descobertas por seis pesquisadores independentes, que receberam 7,5 mil dólares como recompensa. As outras 11 foram identificadas por funcionários da própria Google.
Para baixar o Chrome 19, disponível em português para Windows, Linux e Mac, clique aqui. Caso já tenha o navegador instalado, a atualização será implantada automaticamente, em segundo plano.
Fonte: PCWorld
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É arriscado o uso do Facebook na empresa?
Como a proibição é praticamente impossível, é preciso ajustar a segurança e investir em treinamento para blindar o ambiente, dizem especialistas.
Não é novidade que o Facebook é agressivo em garantir a privacidade dos seus mais de 900 milhões de usuários. Mas mesmo aqueles mais experientes podem não estar cientes de que forma suas informações são recolhidas e usadas pela rede social.
E como milhões de pessoas já utilizam redes sociais na prática profissional, os riscos de privacidade podem se estender para dentro da empresa.
A Consumer Reports (CR), que apresentou há alguns dias um relatório anual sobre a privacidade e a segurança na internet, dedica uma seção inteira ao “Facebook e sua privacidade”. As avaliações desse capítulo podem não surpreender a maioria dos gestores de segurança (CSOs), mas provavelmente vão despertar pontos de atenção.
Todos os dias, milhões de usuários acessam a rede social e esse número aumenta sobremaneira. E em troca de ajudar as pessoas a manter contato com a família e amigos, encontrar antigos colegas, compartilhar fotos, promover negócios e aprender sobre a turnê da banda favorita, o Facebook coleta e distribui grandes quantidades de informação sensíveis. É um exemplo importante de Big Data.
“Efetuamos a verificação de acesso da privacidade de bilhões de pessoas por dia para garantir que estamos permitindo que apenas os donos dos perfis acessem o conteúdo”, afirmou o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, em um post no blog da rede social em novembro do ano passado.
Mas o relatório da CR contesta. “O Facebook gera um relatório cada vez que você visita um site por meio do botão ‘curtir’, mesmo que você nunca tenha clicado no botão, não seja usuário da rede ou ainda não esteja logado no site”, observa.
Violação das políticas
“Mesmo que você tenha restringido sua informação, permitindo a visualização apenas para os amigos, um dos colegas pode usar um aplicativo do Facebook que permite que os dados sejam transferidos para terceiros sem seu conhecimento”, descreve a CR.
Essas informações incluem visitas a páginas sobre as condições de saúde ou tratamentos, que seriam de interesse de planos de saúde; orientação sexual, religiosa e racial/étnica, relacionamentos e até mesmo uso de drogas, que despertariam o interesse de potenciais empregadores. Até os puzzles e jogos no Facebook servem, principalmente, para sugar dados da conta. Muitos desses apps violam as políticas da rede social.
Rebecca Herold, advogada, professora e consultora, aponta que a pior parte de tudo isso é que “o Facebook muda suas configurações de privacidade e algoritmos de compartilhamento tantas vezes que é difícil até para os profissionais de segurança se manterem atualizados”.
“Se você permitiu o acesso a seus dados, não há nada que vá impedi-los de copiar e compartilhar em outro lugar”, aponta Rebecca. “Cada pessoa deveria postar apenas informações que o mundo todo pode ver”, brinca.
Ainda assim, o Facebook permite conexões entre pessoas que pode gerar benefícios irresistíveis para o comércio. O simples fato de que 18 milhões de pessoas “curtem” a página de uma marca, faz com que a rede social seja praticamente obrigatória para empresas que querem ampliar a competitividade no mercado de atuação.
E os especialistas em segurança dizem que é inútil tentar impedir que os funcionários estejam no Facebook. Chester Wisniewski, consultor sênior de segurança da Sophos, indica que redes sociais como o Facebook “não são uma boa escolha para a colaboração online, pois não se tem garantias de privacidade ou de como informações sensíveis serão tratadas”.
Ele diz que se uma empresa tenta bloquear o Facebook, Twitter ou outros sites, os funcionários simplesmente pegam seus iPhone, Android etc e fazem o que quiserem, onde a companhia não tem qualquer fiscalização.
Redução dos riscos
Diante desse quadro, é possível que uma empresa explore as vantagens sem ser danificada pelos riscos? Wisniewski diz que, ao menos, é possível minimizar os riscos. “Educar os funcionários sobre o uso apropriado dos meios de comunicação social e garantir o monitoramento de informações confidenciais da empresa que estão sendo compartilhadas de forma inadequada fazem parte da lista”, enumera.
Rebecca concorda. “Milhões de aplicativos são usado pelas pessoas para entrar em contato com empresas, cortar o acesso não é a opção mais simples.”
Diante dessa realidade, ela afirma que mais organizações estão permitindo que certos grupos de trabalhadores, ou todos, usem as redes por meio de controles de acesso entre elas ferramentas como data leak protection (DLP), criptografia, detecção de malware e prevenção de intrusão.
A advogada adverte, no entanto, que tecnologia por si só não faz milagres. Portanto, prossegue, empresas precisam atualizar suas informações de segurança e políticas de privacidade para englobar as mídias sociais.
Rafal Los, evangelista-chefe de segurança da HP, afirma que organizações podem reduzir os riscos com uma combinação de segurança tradicional para combater as ameaças conhecidas, uma plataforma de inteligência de segurança corporativa que integra correlação, análise profunda e aplicação de mecanismos de defesa em nível de rede para detectar atividades maliciosas, mau uso e divulgação acidental por meio do uso das mídias sociais.
Rebecca explica que desenhou uma política de segurança e privacidade para treinar um grande hospital nos Estados Unidos e descobriu ações que as pessoas devem realizar para proteger as informações em sites sociais.
“Ao mostrar como os indivíduos são afetados pessoalmente, e não apenas com foco na organização, aqueles que participaram do treinamento foram capazes de ver porque tomar medidas de segurança e privacidade online é importante”, conclui.
Fonte: Computerworld
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Facebook Messenger agora permite saber se você está sendo ignorado
Usuários poderão saber quem leu suas mensagens e quem está digitando; Messenger logará automaticamente o chat do Facebook
O Facebook Messenger está aumentando sua transparência ao mesmo tempo em que faz com que fique difícil ignorar uma mensagem de texto sem que o autor saiba disso. A rede social está lançando alguns recursos para o serviço: agora você pode ver se alguém leu sua mensagem de texto e é fácil saber se alguém está digitando e onde essa pessoa se encontra.
Os “recibos de leitura” também funcionam para grupos e mostram os nomes das pessoas que viram a mensagem diretamente após o envio. As atualizações irão aparecer primeiramente no app do Messenger para iOS e Android, e depois no aplicativo official do Facebook para celulares e no site, informou o TechCrunch.
Se você não está acostumado com o Messenger, poderá se questionar sobre a necessidade de ter um app de mensagens junto ao aplicativo oficial do Facebook. No entanto, você pode usar o Facebook Messenger para fácil e rapidamente enviar mensagens informando a data e horário de envio para um grupo de amigos na rede social. Outro ótimo recurso é: quando você usa em seu celular, o Messenger loga seu chat dentro do Facebook, assim se você mudar para outra interface da Web, suas conversas estarão lá.
Você pode enviar novas fotos que salvou em seu telefone, ou imagens que achou usando a busca do Bing. Até mesmo as pessoas que não usam smartphones podem responder a mensagens apenas confirmando seu número de celular para ativar as mensagens do Facebook.
Fonte: IDGNow!
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Na web, proteção de privacidade e coleta de dados se confundem
Se você “curte” alguma coisa no Facebook ou lê um jornal on-line, talvez uma dúzia de empresas estejam acumulando dados sobre seus gostos, hábitos e descobrindo se você é homem ou mulher, gay ou heterossexual, velho ou jovem.
Seus objetivos não são maléficos. Só querem fornecer ao consumidor exatamente aquilo que ele deseja -um tema permanente para as empresas. O dilema dessas companhias, agora que as autoridades regulatórias começam a contestar seu comportamento, é como atender aos consumidores e ao mesmo tempo satisfazer suas necessidades de informação quando os usuários preferem não ser incomodados.
Existem milhares de companhias de análise de dados de audiência, especialistas em posicionamento de conteúdo e publicidade, corretores de anúncios, bolsas de espaço publicitário e serviços semelhantes, que recolhem dados e vendem serviços para grandes marcas, a preços de até cinco mil euros por vez; as grandes marcas, de sua parte, utilizam os dados para adquirir publicidade em sites que seus potenciais clientes talvez frequentem.
Você só vai saber que essas empresas de coleta de dados estão operando se for leitor das letrinhas miúdas de contratos de serviço.
O “New York Times” revela nesse tipo de documento que emprega os serviços da WebTrends e Audience Science para interpretar os interesses de seus leitores, e o jornal britânico Guardian diz que paga a Criteo e QuantCast, entre outros, para fazer a mesma coisa.
Ocasionalmente um site consegue vender um anúncio a um hotel de luxo, por exemplo, três segundos depois de saber que uma pessoa que gosta de passar temporadas em spas está visitando o site. O site fatura quando seus visitantes clicam nesses anúncios. É o que sustenta boa parte dos sites.
“Sem publicidade direcionada, os sites não sobreviverão”, disse Kimon Zorbas, do Internet Advertising Bureau, um grupo de lobby das companhias de publicidade online, em Bruxelas.
Mas agora as autoridades regulatórias querem deter esse tipo de prática.
Estados Unidos e União Europeia afirmam querer que as pessoas tenham escolha entre permitir ou não coleta de dados, mas divergem sobre o grau de escolha oferecido aos usuários.
Os europeus, por exemplo, desejam que as companhias obtenham consentimento expresso para a coleta de dados, e os norte-americanos preferem que a iniciativa de permitir ou negar coleta de dados venha do consumidor.
Enquanto isso, as companhias que dependem da web para uma parte significante de seu negócio ficam aguardando como serão as novas regras de privacidade.
Fonte: Folha SP Tec
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