Ativistas reagem ao fechamento do Megaupload e derrubam sites nos EUA

Irritados também com SOPA e PIPA, membros do coletivo Anonymous estão atacando sites como o Departamento de Justiça e da gravadora Universal.

Em reação ao fechamento do popular site de download Megaupload, ativistas ligados ao coletivo Anonymous estão atacando – e tirando do ar na noite desta quinta (19) – os sites do Departamento de Justiça, da gravadora Universal Music e da Motion Picture Association of America, associação de estúdios de cinema.

Neste momento, a página da gravadora BMI também está fora do ar, como parte do que os ativistas estão chamando de “#OpMegaUpload”. Quando um site é derrubado, usa-se o termo “Tango down”, de origem militar (inimigo abatido).

De acordo com reportagem da CNET, canais de bate-papo na plataforma IRC usados por membros do grupo falam sobre a derrubada dos sites, e discutem quais serão os próximos alvos.

O IRC é um dos sistemas mais antigos de comunicação na internet, e é utilizado tanto por sua simplicidade como por ser possível manter seus participantes no anonimato.

Além do fechamento do Megaupload, a discussão em torno dos projetos de lei antipirataria SOPA/PIPA é apontada como motivo para a reação dos ativistas. Muitos pedem o boicote a produtos da indústria do entretenimento, como DVDs, filmes e músicas.

Para tirar os sites do ar, os ativistas usam uma técnica chamada DDoS e um software simples chamado LOIC (um acrônimo nerd para Canhão de Íons de Baixa Órbita, o que não quer dizer nada). Instalado em milhares de máquinas, o LOIC dispara um grande número de requisições para o mesmo endereço. Isso causa uma sobrecarga no servidor e leva à queda do site. No entanto, o ataque não é sustentável por muito tempo, e as páginas voltam a funcionar após algumas horas.

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Além do ‘Curtir’: Agora dá para postar no Facebook até o que você está comendo

Rede social anunciou novos aplicativos que poderão postar diretamente na Linha do Tempo, ampliando o leque de ações que podem ser compartilhadas.

O Facebook anunciou no final da noite desta quarta (18) novos aplicativos que terão acesso a publicar na Linha do Tempo (Timeline) do usuário. Tal como havia sido explicado quando do anúncio da mudança no design, serão possíveis outras ações na rede além do tradicional “Curtir”. Agora, você poderá compartilhar o que está cozinhando, um lugar para onde está viajando ou até comentar filmes. Ao todo, foram anunciados 60 novos sites e aplicativos que poderão usar a plataforma Open Graphs, que permite esse tipo de interação.

O anúncio desta quarta amplia o leque de atividades que poderão ser compartilhadas na Linha do Tempo. De acordo com um post no blog oficial do Facebook, haverá aplicativos “para todo o tipo de interesse”. “Não importe se você ama snowboard, jardinagem, caminhadas, ou tricô, ou qualquer outra coisa, haverá um app para você”, escreveu o diretor de plataforma do Facebook, Carl Sjogreen.

Entre os novos parceiros estão Foodspotting, Foodily, Ticketmaster, Pinterest, Rotten Tomatoes, Pose, Kobo, Gogobot e TripAdvisor.

De acordo com o Facebook, será possível definir quando e quem poderá ver as atualizações publicadas por cada aplicativo, assim como remover uma postagem de sua timeline. Os apps estão disponíveis em uma página específica.

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Gangue que atacou Facebook trabalha em liberdade na Rússia

Cinco homens que se acredita sejam responsáveis pela difusão de um worm (tipo de software malicioso) notório no Facebook e em outras redes sociais –e que embolsaram centenas de milhões de dólares com trapaças on-line– estão refugiados em São Petersburgo, na Rússia, mas não escondem suas identidades, de acordo com investigadores do Facebook e diversos pesquisadores independentes de segurança na computação.

Os homens vivem confortavelmente em São Petersburgo –e já fizeram viagens de lazer a lugares como Monte Carlo, Bali e, no começo deste mês, Turquia, de acordo com fotografias postadas em sites de redes sociais–, ainda que suas identidades há anos sejam conhecidas pelo Facebook, por investigadores de segurança da computação e por policiais.

Um membro do grupo, que é conhecido popularmente como quadrilha Koobface, transmite regularmente a localização de seus escritórios via Foursquare, um serviço de redes sociais que opera com base na localização de seus usuários, e posta notícias no Twitter. Fotos veiculadas no Foursquare também mostram outros suspeitos de pertencer ao grupo trabalhando em computadores Mac, em um lugar com cara de loft, parecido com os escritórios de muitas start-ups (empresas iniciantes) de tecnologia em todo o mundo.

Em julho de 2008, a quadrilha Koobface usou convites para assistir a vídeos divertidos ou eróticos como forma de atrair internautas. Aqueles que se deixavam vencer pela curiosidade e clicavam no link recebiam uma mensagem que pedia a atualização do software Flash de seus computadores. Ao aceitar a “atualização”, eles faziam o download do software malicioso malware Koobface.

As máquinas das vítimas se tornam parte de uma “botnet”, uma rede de computadores infectados, e recebem publicidade aparentemente legítima de falsos programas antivírus. Suas buscas na web passam a ser controladas pela rede clandestina, e os cliques de resultados beneficiam sites inescrupulosos. O grupo ganha dinheiro com pessoas que compram os falsos programas antivírus e de anunciantes que não suspeitam que os resultados publicitários estejam sendo manipulados.

A companhia de segurança de computadores Kaspersky Labs estimou que a rede incluísse de 400 mil a 800 mil computadores em todo o mundo, em seu momento de pico, em 2010. As vítimas muitas vezes não sabem que suas máquinas foram comprometidas.

A liberdade dos integrantes da quadrilha Koobface sublinha até que ponto é difícil prender criminosos internacionais de computadores, mesmo que suas identidades sejam conhecidas. Os grupos tendem a operar em países nos quais as autoridades locais não os incomodem e onde a cooperação com as agências policiais norte-americanas e europeias é precária. Enquanto isso, as polícias do Ocidente estão sofrendo com o excesso de crimes de computadores e a falta de recursos e pessoal capacitado para enfrentá-los efetivamente, especialmente quando as provas que conectam os responsáveis aos delitos precisam ser recolhidas no exterior.

Na terça-feira (17), o Facebook planeja anunciar que começará a divulgar informações sobre o grupo e como enfrentá-lo a pesquisadores de segurança e outras companhias de internet. A empresa acredita que revelar em público as identidades dos criminosos pode dificultar a operação desses grupos e enviar uma mensagem ao submundo do crime.

Nenhum dos homens foi acusado formalmente de crimes, e nenhuma agência policial confirmou oficialmente que eles estejam sob investigação.

Os investigadores revelam que o grupo adotou como brincadeira o nome Ali Baba & 4 e é formado por Anton Korotchenko, que usa o apelido online KrotReal; Stanislav Avdeyko, conhecido como leDed; Svyatoslav E. Polichuck, que usa os nomes PsViat e PsycoMan; Roman Koturbach, cuja alcunha online é PoMuc; e Alexander Koltysehv, ou Floppy.

Os esforços para contatar os integrantes do grupo para que comentassem o assunto foram infrutíferos.

Semanas depois que as primeiras versões do worm Koobface começaram a aparecer no Facebook, investigadores dentro da companhia conseguiram rastrear a origem dos ataques. “Temos na nossa parede a foto de um deles, usando uma máscara de mergulho, desde 2008″, disse Ryan McGeehan, gerente de investigações e resposta de segurança no Facebook.

Desde então, o Facebook e diversos pesquisadores independentes de segurança ofereceram a agências policiais, entre as quais o FBI, provas e informações. Jan Drömer, 32, um pesquisador de segurança independente na Alemanha, ofereceu pistas e informações importantes, entre as quais um panorama aberto do sistema de controle e comando do Koobface, conhecido como Mothership (nave-mãe). Drömer dedicou suas noites e finais de semana durante quatro meses, em 2009 e 2010, a desmascarar os membros da quadrilha, utilizando apenas informações publicamente disponíveis na internet.

O FBI preferiu não comentar.

O crime de computadores compensa e deixa poucos internautas e empresas incólumes. O custo para os consumidores é estimado em US$ 14 bilhões anuais em todo o mundo, de acordo com estudo de setembro de 2011 da fabricante de software de segurança Symantec.

Tradução de PAULO MIGLIACCI

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IPv6: provedores e sites se comprometem com início em junho

Companhias como AT&T, Time Warner, Facebook e Google confirmaram início de habilitação permanente do novo protocolo a partir de 6/6.

Muitos dos maiores sites e provedores de Internet (ISP) do mundo se comprometeram a habilitar permanentemente o IPv6 (próxima geração do Internet Protocol) em seus produtos e serviços a partir de 6 de junho. Empresas como AT&T, Comcast e Time Warner estão entre os 7 provedores globais que confirmaram o prazo, juntamente com alguns dos mais famosos sites do mundo, incluindo Facebook, Google, Yahoo e o Bing (da Microsoft).

Todas essas companhias anunciaram que atenderão a esse deadline como participantes de um evento chamado World IPv6 Launch (Lançamento Mundial do IPv6), que está sendo organizado pela Internet Society.

“O fato de que companhias líderes em vários mercados estão fazendo comprometimentos significativos para participar do World IPv6 Day Launch é mais um indicativo de que o IPv6 não é mais uma experiência de laboratório; ele está aqui e é um importante passo na evolução da Internet”, afirmou a CTO da Internet Society, Leslie Daigle.

Os provedores participantes do World IPv6 Launch concordaram em habilitar o IPv6 para que pelo menos 1% dos seus assinantes residenciais usem o IPv6 para acessar sites habilitados para o novo padrão. Outros provedores participantes incluem a japonesa KDDI, a francesa Free Telecom, a australiana Internode e a holandesa XS4ALL.

O IPv6 é o substituto do IPv4, o principal protocolo de comunicações da Internet, que está ficando sem espaço para endereços. O IPv6 não é compatível com o IPv4, por isso as operadoras de rede e sites precisam atualizar hardware e software para suportá-lo. As operadoras de rede podem tanto trabalhar com ambos, no que é chamado de modo dual-stack, ou fazer a “tradução” entre IPv4 e IPv6, o que poderia adicionar latência (lentidão) e custos extras.

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